sábado, 17 de abril de 2010

Gosto de projectos, gosto de estar nas comunidades, com  as pessoas, com os cães, os gatos, as casas, na padaria, no adro do templo, no bairro, na junta, a conhecer para intervir, gosto de estar em toda a parte e em lado nenhum. Quando estou gosto de ser, materializo quem sou nos projectos que assumo, que tomo parte e existo enquanto profissional e enquanto pessoa.   

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

"talvez a estrada seja melhor que a estalagem"
provérbio francês

domingo, 3 de janeiro de 2010

Novo ano : Respostas no vento!

Ao belo sabor deste som: as respostas estão no conhecimento de nós msmos, as respostas estão onde tivermos a coragem para as perceber, as respostas estão onde tivermos a destreza de agir... as respostas não estão por vezes onde as procuramos. Como a fénix é necessário ardermos penosamente para renascermos, só então o caos e a harmonia podem como extremos coexistir!
Que os deuses vos acompanhem em 2010, o mesmo que dizer, que tds tenhamos a noção que podemos fazer mais por cada um de nós e todos os outros deuses e pela vida que existe e por aquilo de que fazemos parte. De onde derivamos ? Onde pertencemos? Onde nos integramos? O que nos liga? O que nos desintegra? Tornemo-nos mais conscientes para agir, cada um tem um mundo mas o cosmos não pertence a ninguém... nada mais do que a si mesmo! E este si mesmo quem é? o que é? Causa-efeito e alguém gere? Ou nada para além da causa? Janeiro é um bom mês para reflectir!!! Façamo-lo.
video

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

SAMANTA/SAMANTHA

Origem: Aramaico
Significado: Aquela que ouve

Chegaste de mansinho e pediste para ficar, lentamente ocupaste um espaço que eu suspeitava conhecer, é tão grande a quantidade de coisas que róis e destróis diariamente para me lembrares de tanto que não necessito como o amor que sinto por ti!

para quem quiser pesquisar o seu nome fica o site:

http://www.significado.origem.nom.br/nomes/?q=samanta


domingo, 27 de dezembro de 2009

0s enviados divinos: Sidharta Gautama

Sidharta Gautama, o Buda,
o Iluminado (qualificativo genérico dado a muitos outros grandes místicos anteriores e posteriores a ele).
Filho do rei dos Sakyas, Sudhodana, que significa arroz puro e de Maya ou Mahamaya (grande ilusão). A mãe morreu sete dias após o nascimento do Sarvarthasidha (o poderoso). Nasceu em 621 a. C, no 2º dia da Lua Nova do mês de Maio, no seio de uma família nobre, casta kchatrya (guerreira), no palácio de Kapilavastu, que se localiza no actual Nepal. Decidiram chamá-lo de Sidharta Gautama, sendo que Sidharta se devia à sua sabedoria e poderes (sidhis) inatos e apreendidos, Gautama correspondia ao nome sacerdotal da família Sakya, dinastia de Sudhodana, que significa literalmente "pastor de vacas". À nascença era já considerado excepcional, receptáculo com aparência humana da divindade que vela pela humanidade, Vishnu. O mito sobre o nascimento dos Enviados Divinos é perfeitamente identificável na história de Sidharta, Maya era muito devota a Vishnu e desejava ter um filho, uma noite sonhou com o deus da sabedoria Ganesha a descer dos céus, dizendo-lhe que ficaria grávida e dela nasceria um Buda.

















Mal nasceu deu sete passos na direcção de cada um dos pontos cardeais e uma flor de lótus abriu-se em todo o seu esplendor. Vieram adorá-lo magos e reis que o acreditavam como Redentor do Mundo. Profetas e astrólogos confirmaram o nascimento de um Mensageiro, um Avatar. Desde os 7 anos foi educado pelo mestre Vizvamitra e pelo conselho de sábios. Há alguns biógrafos que referem que a educação entregue a estes mestres tinha como finalidade ocultar de Sidharta as realidades do mundo exterior, pois é também referido que o rei, seu pai, não queria que o seu filho fosse asceta, evitando a toda a força que o seu filho enveredasse por essa via, proporcionando-lhe todas as riquezas materiais, fazendo-o viver num mundo totalmente diferente do comum dos mortais, quando o jovem visitava as cidades, o seu pai tirava do seu alcance os doentes, os pobres, os anciãos, permitindo-lhe aceder a uma perspectiva de juventude, saúde, riqueza, felicidade... Conta-se que forçado a participar nos rituais de caça, fixava o seu olhar nas flechas e desviava-as, salvando os animais.




Estes e outros sinais meditativos alarmaram o rei, que preocupado em arranjar um herdeiro mais "normal" lhe arranjou um casamento com Gopa, também chamada de Yoshodara, filha do rei de Coly. Para tal, Sidharta teve que medir forças com os outros pretendentes de Yoshodara. As flechas atiradas contra Sidharta desfaziam-se nas suas mãos. Foi trazido para as provas, o velho arco do seu avô, o rei Sinhajanu, que estava guardado num templo, e que requeria vinte homens para transportá-lo, quando colocado na mão dos outros princípes ninguém o conseguiu levantar e Sidharta fê-lo só com um dedo da sua mão direita. Casou-se com Yoshodara. O rei mandou-lhes construir três palácios, um de Verão, outro de Inverno e o terceiro no sopé dos Himalaias para a época das chuvas. Passaram quatro anos e Sidharta decidiu dar um passeio fora do palácio real: encontrou um homem muito curvado, pele rugosa, a tremer apoiado na bengala, questionou o seu cocheiro para saber que homem era aquele, ao que este lhe respondeu "um dia todos os homens serão assim", de seguida viu um homem muito doente, ao que o cocheiro face à sua interrogação lhe disse "ninguém está livre da doença". Por último viu passar um funeral e impressionado com a dor no rosto das pessoas acercou o cocheiro que lhe explicou que se tratava de um morto e que a morte era o destino de tudo o que nasce. Ao que parece a visão da velhice, da doença e da morte despertou a consciência do jovem princípe. Conta-se que se cruzou ainda com um asceta da floresta, a quem interrogou "por que estás assim vestido e nessas condições físicas? Este respondeu-lhe: " Procuro a paz do coração e o alivio para os sofrimentos". Sidharta encontra-se em mutação, interroga-se e dá-se conta que os prazeres do palácio já não o satisfazem. Tem necessidade de encontrar a razão da existência humana, o porquê do sofrimento, o sentido da vida. Nessa mesma noite abandona o palácio. Diz a tradição que nessa mesma noite nasceu o seu filho Rahula, que significa amarra. Entrega-se ao ascetismo. Passa grandes privações, procura os sábios para encontrar as respostas, passaram-se seis anos em meditações e auto-sacrifícios, torna-se o maior sábio e ainda não alcançou o seu objectivo. O seu rigor era extremo, chegou a um estado de fraqueza tal que o salvou uma tigela de arroz oferecido pela filha de um pastor. Apercebeu-se então que os excessos não são o caminho para a perfeição humana, mas o equilibrio, o justo meio.





Senta-se sob a Árvore Bodhi (Budi), a árvore da Iluminação até resolver o grande enigma. O deus Mâra, o deus da tentação, trava uma luta com ele, procurando desviá-lo do seu objectivo, a profunda meditação do que procura conhecer-se a si mesmo. Sidharta consegue vencer Mâra após vários dias de lutas interiores. Durante este período revê as suas antigas existências, compreende o sentido da vida, a raiz do sofrimento e da dor. Conta-se que após os sete dias de meditação surgiu uma forte tempestade. Abrem-se duas vias para Sidharta, agora transformado em Buda, o Iluminado, ou entrar no Nirvana, a libertação e abandonar o sofrimento, superando a condição humana, ou renunciar a este estado para permitir aos homens o acesso ao conhecimento. Opta pela segunda via onde espera pacientemente por todos os humanos. É um Nirmanakaya, recusou o Nirvana em prol da evolução de todos.
Conta-se que a natureza se emocionou com tal acto. Durante mais de 40 anos não descansou na missão de dar a conhecer a sua verdade aos outros. No bosque de Kusinara, debaixo da árvore de Sândalo morreu tranquilamente no ano de 543 a.C. Há quem diga que morreu de velhice, outros porém atribuem a sua morte à indigestão com carne de javali, o que se reveste de simbolismo, pois este era um animal dedicado a Vishnu que por sua vez simbolizava a sabedoria divina e portanto logicamente Buda teria ingerido demasiado sabedoria dos deuses para continuar a viver neste mundo terreno.
Conta-se também que como o seu corpo não podia ser consumido pelo fogo comum, um jorro de fogo flamejante saiu de um símbolo cruciforme que trazia ao peito e reduziu
o seu corpo a cinzas.


Fonte: Associação Cultural Nova Acrópole

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Aporia infernal

"A intenção é, em relação ao acto, o possível ambíguo, incompleto e instável, a impaciência de existir. Mas ela encontra-se, quando já há tempo para mais, desiludida por sentir-se traída pela execução, desfigurada pelas suas próprias obras." Jankélévitch

São tantas as conceptualizações que me assusto com a velocidade das ideias, escapam-se-me veementes e com veleidade, não as alcanço, não as persigo, deixei-me ficar exausta: elas hão-de voltar, mas já não existem, já não têm forma, preferia matá-las na concretização!